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Bom Dia
Todas as manhãs milhões de pessoas cumprimentam-se cordialmente dizendo “bom dia” umas às outras. Ao amanhecer estas palavras ecoam pelas ruas das grandes cidades e pequenos lugarejos, pelas fazendas e pelos campos, nos lares e nos locais de trabalho de todos nós. Elas normalmente são acompanhadas por um sorriso aberto ou um olhar ainda sonolento e distante.

Dizemos “bom dia” não só aos amigos e conhecidos, mas também aos estranhos, estas palavras tornaram-se tão rotineiras que surgem automaticamente em nossos lábios, sem nenhum esforço.
Um dos oitos itens do Nobre Caminho Óctuplo, que são parcela da herança de profundos ensinamentos  legados por Buda Shakyamuni a todos os seres, a “Fala Correta”  é considerada uma fonte de imensuráveis benefícios. Os méritos desta prática jamais serão perdidos.    

Não há dúvidas que a intenção por detrás do “bom dia” é de inequívoca boa vontade com os demais, afinal essencialmente desejamos a eles: “sejam felizes no dia de hoje!” Mas estas palavras nem sempre são acompanhadas de ações benfazejas.
Infelizmente, pelas cidades, campos, lares e locais de trabalho, as boas intenções embutidas no cordial  “bom dia” são rapidamente dissolvidas na agitação do dia a dia.

Assim descuidados, não dissolvemos, mas renovamos as rixas, as disputas e as aflições que trazemos de um dia para o outro. A cada manhã, ao proferirmos este voto, devemos fazê-lo de forma consciente, de coração, engajando-nos em ações que possam, de fato, possibilitar que as pessoas tenham realmente um “bom dia”.

Se estivermos conscientes do impacto dessa decisão, certamente estas palavras não serão vazias, saídas mecanicamente de nossas bocas e sem comprometimento com a nossa felicidade e a felicidade dos demais seres.        
ARISANTOSDIAS

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Publicado em 27/05/2009 às 13h45


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